Sonhei pulando, sonhei você me segurando enquanto eu agonizava jogada ao chão.
Sonhei você respondendo as perguntas que eu não podia fazer com um olhar de cereja.
Sonhei que era o passado depois do futuro, que era bonito e gostoso.. que a dificuldade era fácil.
Eu sonhei, e por mais que não quisesse acordar, a realidade me acordou com um balde de água fria.
Eu senti tudo congelando, a falta se manifestando, o beijo se desfazendo... eu senti e ainda sinto e ainda sofro. Aquele sofrimento precoce do medo de estar sendo precoce, aquele medo de estar deitando numa cama conhecida e que não havia gostado.
Eu sonhei, acordei e vivi.
Porque mesmo que sinta o gosto amargo da casca da cereja, também se sente o doce do seu corpo, doce e macio como ele só.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
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